Comunicar Melhor Com Menos Ruído, Como Assim?

Num contexto saturado de mensagens, campanhas e opiniões, comunicar deixou de ser um exercício de volume e passou a ser um exercício de clareza. As marcas que comunicam melhor não são as mais presentes, mas as mais conscientes. Não falam mais alto, falam com intenção.

Este tipo de comunicação não acontece por acaso. É o resultado direto de uma estratégia bem definida, de um propósito claro e de um alinhamento interno que antecede qualquer decisão criativa ou editorial. Quando a marca se conhece, a comunicação deixa de ser esforço e passa a ser consequência.

Na Papori, partimos de uma convicção simples, mas muitas vezes negligenciada: comunicar bem não é falar mais, é pensar melhor antes de falar. A comunicação eficaz não nasce da inspiração do momento. Nasce de uma estratégia clara e de um propósito bem definido.

Estratégia não é um plano. É um sistema de decisões.

Uma estratégia bem construída não serve apenas para orientar a comunicação. Serve para filtrar decisões. O que dizemos, o que escolhemos não dizer, onde estamos presentes e onde decidimos não estar.

Quando a estratégia está ausente ou é vaga, a comunicação torna-se reativa, fragmentada e incoerente. Cada ação pode até fazer sentido isoladamente, mas o todo não constrói significado. O resultado é esforço contínuo sem acumulação de valor.

Por oposição, uma estratégia orientada permite que a comunicação funcione como um sistema vivo e contínuo, onde cada ponto de contacto reforça o anterior e contribui para um posicionamento consistente ao longo do tempo.

Comunicação eficiente gera resultados previsíveis

Quando estratégia e propósito estão alinhados, a comunicação deixa de ser uma variável aleatória. Os resultados deixam de depender de “bons posts” ou “boas campanhas” e passam a ser consequência de um posicionamento claro, sustentado e reconhecível.

No universo B2B, isto é particularmente relevante. As decisões são mais racionais, os ciclos de venda mais longos e a confiança pesa mais do que a criatividade isolada. Uma comunicação bem tratada acelera a compreensão do valor da empresa, reduz fricção nos processos comerciais e posiciona a marca como parceira, não apenas como fornecedora.

É por isso que comunicar bem não é um custo. É um ativo estratégico, com retorno visível a médio e longo prazo.

Alinhamento gera eficiência interna

Existe ainda um impacto menos visível, mas igualmente poderoso: o alinhamento interno. Quando a estratégia é clara e o propósito é vivido, as equipas comunicam melhor entre si, tomam decisões com mais segurança e representam a marca de forma mais consistente.

A comunicação externa passa a ser um reflexo natural da cultura interna. Discurso, comportamento, expectativas e relação com stakeholders começam a funcionar em sintonia. E essa coerência é sentida, mesmo quando não é explicada.

Em suma

A boa comunicação não resolve problemas de estratégia. Amplifica aquilo que já existe.
Quando a estratégia é clara e o propósito é verdadeiro, comunicar torna-se mais simples, mais eficaz e mais rentável.

Na Papori, não começamos pela mensagem.
Começamos pelo sentido!


Autora:
Paula Gonçalves
Agência: Papori-Get Social
Data: Janeiro 26

Storydoing: Quando as Marcas Passam da Narrativa à Ação

Durante muito tempo, o storytelling foi o grande motor da comunicação de marca. As empresas aprenderam a contar histórias inspiradoras, cheias de emoção e propósito. Criaram narrativas capazes de ligar pessoas a ideias, produtos e valores. Mas o público mudou... e a forma como se relaciona com as marcas também.

Hoje, as pessoas não querem apenas ouvir o que uma marca diz. Querem ver o que ela faz. Querem coerência entre discurso e prática, entre o que se promete e o que se cumpre. É neste ponto que nasce o storydoing, uma abordagem que transforma a narrativa em ação, o propósito em experiência e a comunicação em vivência real.

Do storytelling ao storydoing

O conceito de storydoing foi popularizado por Ty Montague, cofundador da consultora Co:Collective e autor do livro True Story: How to Combine Story and Action to Transform Your Business. No artigo da Harvard Business Review intitulado “Good Companies Are Storytellers. Great Companies Are Storydoers” (2013), Montague explica que as melhores marcas do mundo não se limitam a contar boas histórias: vivem-nas.

Enquanto o storytelling se foca em inspirar através da narrativa, o storydoing traduz essa inspiração em ações concretas. É o que acontece quando uma empresa deixa de falar sobre os seus valores e começa a demonstrá-los no terreno. Segundo dados da BrandTrust, empresas que praticam storydoing cresceram, em média, 5,6% por ano, enquanto aquelas que se limitaram ao storytelling registaram uma quebra de 4,4%. A diferença está na autenticidade, e o público percebe isso.

A crise da confiança e o poder da coerência

Vivemos uma era de saturação comunicacional: feeds repletos de campanhas, slogans e promessas. As palavras já não são suficientes para conquistar confiança. De acordo com um artigo do PuroMarketing (2024), “65% dos consumidores estão mais propensos a comprar de marcas que demonstram compromisso real com os valores que defendem”.

A Geração Z, em particular, cresceu num ambiente de transparência e desconfiança digital. Reconhece facilmente discursos vazios e exige que as marcas provem o que dizem. Por isso, o storydoing surge como resposta a uma necessidade crescente de coerência, a ponte entre o que a marca comunica e o que efetivamente faz.

Marcas que vivem as suas histórias

Algumas marcas já compreenderam que viver a história é mais poderoso do que contá-la.

A Patagonia, por exemplo, não fala apenas sobre sustentabilidade: doa os seus lucros à preservação ambiental e incentiva os consumidores a reparar as suas roupas. A Lego não se limita a falar de criatividade; cria programas educativos que promovem o pensamento criativo e inclusivo em escolas de todo o mundo. E em Portugal, a Delta Cafés reforça a sua ligação ao território e às pessoas através de iniciativas que valorizam os produtores locais e a comunidade.

Segundo o relatório da LLYC Global (2022), o storydoing é “a evolução natural das marcas que compreenderam que contar já não chega, é preciso agir para criar uma ligação emocional verdadeira”. A ação é, afinal, a nova narrativa.

Do discurso à prática

O storydoing não substitui o storytelling, complementa-o. Ambos coexistem, mas com papéis diferentes. O storytelling comunica crenças; o storydoing comprova-as.

Enquanto o storytelling vive na comunicação, o storydoing vive na experiência. É ele que transforma uma campanha num movimento, um anúncio numa causa e um consumidor num participante. Como refere o blog da HBI (2023), “o storydoing cria ligações mais duradouras porque as histórias são sustentadas por comportamentos tangíveis”. É essa tangibilidade que faz a diferença.

O papel da Papori: transformar discurso em experiência

Na Papori, acreditamos que a comunicação digital deve ser mais humana, sensorial e coerente. Acreditamos que as marcas que se destacam são aquelas que fazem acontecer, que constroem experiências que refletem o que defendem.

O nosso trabalho passa por ajudar as marcas a encontrar a sua verdade e a transformá-la em presença viva: nas redes sociais, no design, na estratégia, na forma como comunicam e

se relacionam. Não se trata apenas de produzir conteúdo, mas de criar conexões significativas.

Porque a transformação digital não é apenas tecnológica, é emocional. E o storydoing é o elo entre ação, emoção e propósito.

Num mundo onde todos contam histórias, as marcas que se destacam são as que vivem as suas histórias. O storydoing não é uma tendência. É uma mudança de mentalidade.

Quando as ações são coerentes com o discurso, a confiança acontece naturalmente. E é nesse momento que o público deixa de ser espectador e passa a fazer parte da história.

 

Fontes:

www.hbi.de/en/blog/storydoing-vs-storytelling/?utm

llyc.global/en/ideas/from-storytelling-to-storydoing-the-voices-of-30-brands-on-the-emergence-of-stories/?utm

www.greig.cc/the-art-of-authenticity-storydoing/?utm

hbr.org/2013/07/good-companies-are-storyteller?utm_

 

Autora: Mariana Silva
Agência: Papori-Get Social
Data: Dezembro 25

Criatividade na Era da Inteligência Artificial

Já ouviste falar de FOBO?

Se trabalhas numa área criativa, provavelmente já o sentiste.

FOBO, “Fear of Becoming Obsolete”, é um medo cada vez mais presente nos ambientes de trabalho. Com o avanço da Inteligência Artificial, plataformas como MidJourney, Firefly ou Runway podem parecer uma ameaça cada vez mais real, particularmente para profissionais das áreas criativas.

Enquanto designer não sou imune ao FOBO e sei que a Inteligência Artificial vai transformar o panorama da profissão. Teremos de nos adaptar a novas ferramentas (tal como já aconteceu, por exemplo, quando surgiram plataformas digitais); ainda assim, estou confiante que a profissão continuará a ser necessária, isto porque há uma questão central neste paradigma: a criatividade.

Criatividade Humana VS Criatividade Artificial

“Existing theories of creativity support the conclusion that AI is not and cannot be authentically creative” (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2713374523000225)

É verdade que a inteligência artificial consegue obter resultados originais, no entanto, seria redutor considerar que originalidade é sinónimo de criatividade. Algo pode ser original e, ainda assim, não ter valor ou relevância para o contexto, ou seja, não ser uma solução eficaz. Por outro lado, também não seria realista assumir que a IA é incapaz de apresentar soluções eficazes.

Fica então a questão: que argumentos restam para defender a ideia de que a Inteligência Artificial não deve ser considerada criativa, mas sim pseudo-criativa?

A resposta surge olhando para o processo e não apenas para o produto ou resultado. Ao falar de processo criativo humano não podem escapar conceitos como motivação intrínseca, problem finding (que inclui identificação, definição, formulação e construção do problema), escolha e intenção. Tudo isto pode ser condensado em dois conceitos chave: intencionalidade e autenticidade.

“The authentic individual expresses ideas and feelings without manipulating them for the sake of others. It may be that AI can avoid filters, but there is no self to express, so no possibility of authenticity.” (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2713374523000225)

Por isso, mantenho a opinião de que as áreas criativas só estão verdadeiramente ameaçadas pela Inteligência Artificial para quem se recusa a aceitá-la como ferramenta que, como muitas outras, exige um investimento na adaptação da nossa parte.

Na Masterclass da Astrolab com o Alex Rodrigues (Creative Director e Head of AI Creative Content na Saatchi & Saatchi), onde apresentou parte do seu trabalho com IA e refletiu sobre como a publicidade está a adaptar-se a estas tecnologias, uma coisa ficou clara: cultivar bom gosto é mais importante do que nunca. O bom gosto será o fator diferenciador na qualidade de um trabalho desenvolvido com Inteligência Artificial.

Isto levanta a questão: Mas o que é bom gosto? Não dizem sempre que "gostos não se discutem"? Que é uma questão de preferência pessoal, relativa?

Mas afinal… o que é “bom gosto”?

Analisando a questão, especialmente do ponto de vista do design, percebemos que há padrões comuns de beleza e qualidade entre áreas muito diferentes. Como escreve Paul Graham:

“É surpreendente o quanto as ideias de beleza de diferentes áreas têm em comum. Os mesmos princípios de bom design aparecem repetidamente.” (https://www.paulgraham.com/taste.html)

Como por exemplo: o bom design é simples e intemporal, tal como as melhores fórmulas matemáticas. O bom design é sugestivo como os livros da Jane Austen com descrições mínimas que ativam a nossa imaginação. O bom design parece fácil como os atletas de alta competição fazem os respetivos desportos parecerem fáceis.

É então possível perceber que gosto não é apenas uma preferência, mas sim um reconhecimento de skill e mérito, é um músculo que tem de ser trabalhado.

Algumas estratégias para desenvolver o bom gosto envolvem identificar quem consideramos que tem bom gosto (tanto na nossa área profissional como fora dela), imergirmo-nos nos seus valores e analisar conteúdos, não apenas consumi-los, mas sim tentar identificar o que nos cativou num projeto X ou porque é que considero um projeto bom/mau.

Por outras palavras, todo o trabalho criativo depende de gosto e skill. O gosto define a visão, e as skills ajudam a executá-lo. Se o gosto não estiver um passo à frente das skills, o que Ira Glass chama de creative gap, o trabalho estagna e o risco de nos tornarmos obsoletos cresce.

Ou seja, se não adaptarmos as nossas skills à Inteligência Artificial e não cultivarmos ativamente o nosso gosto, FOBO pode mesmo tornar-se realidade.

Inteligência Artificial como ferramenta de trabalho

Algumas formas como a Inteligência Artificial pode ser utilizada no estímulo da criatividade inclui:

“After all, AI doesn’t invent culture on its own — it learns from the ideas, artistry and hard work of real people.” (https://medium.com/the-year-of-the-looking-glass/d7d9f069f0b2)

 

Fontes

https://www.weforum.org/stories/2024/02/ai-creative-industries-davos/

https://www.weforum.org/stories/2023/12/ai-fobo-jobs-anxiety/

https://www.weforum.org/stories/2025/01/artificial-intelligence-must-serve-human-creativity-not-replace-it/

https://www.weforum.org/stories/2023/02/ai-can-catalyze-and-inhibit-your-creativity-here-is-how/

https://www.forbes.com/sites/dianehamilton/2025/03/03/what-is-fobo-how-to-stay-relevant-and-not-become-obsolete-at-work/

https://medium.com/@axel.schwanke/generative-ai-never-truly-creative-68a0189d98e8

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2713374523000225

https://medium.com/the-year-of-the-looking-glass/1993cd56e9ac

https://medium.com/the-year-of-the-looking-glass/e4ebc15d5d36

https://medium.com/the-year-of-the-looking-glass/on-taste-part-3-d7d9f069f0b2

https://www.paulgraham.com/taste.html


Autora: Raquel Rosinha
Agência: Papori-Get Social
Data: Novembro 25

Storytelling e a Geração Z

Evolução das Redes Sociais

As redes sociais nasceram com um propósito essencialmente social - fortalecer as nossas relações interpessoais, encurtar distâncias e facilitar a comunicação. No entanto, ao longo do tempo, assistimos a uma evolução natural na forma como estas plataformas são utilizadas. Os espaços centrados na ligação entre pessoas passaram a ser moldados pela procura de interesses partilhados, gostos comuns e conteúdos personalizados.

TikTok: The New Cool Kid

Com esta mudança de paradigma o TikTok destacou-se como a plataforma ideal para responder às novas necessidades dos utilizadores.

Para além de ter tido um papel fundamental em tornar o vídeo o formato eleito para a partilha e consumo de conteúdo online introduziu a For You Page (FYP) que permite que cada utilizador tenha uma experiência única, baseada nos seus gostos e hábitos. Mais do que mostrar conteúdos de amigos ou conhecidos, o TikTok apresenta um fluxo constante de descobertas, dando visibilidade a criadores que, de outra forma, talvez nunca chegassem ao grande público.

Esta plataforma também popularizou o storytelling interativo, onde o utilizador não é apenas espectador, mas também participante. Através de duetos, comentários em vídeo, remixes e desafios, o conteúdo deixa de ser estático e passa a ser uma construção coletiva. Uma história pode começar num vídeo e continuar, transformar-se ou até contradizer-se em milhares de outros.

Democratização do Storytelling

Tudo isto fez com que o TikTok tivesse também um impacto a nível cultural e social, tornando-se palco de debates, de ativismo, de educação informal e de expressão artística, onde temas como saúde mental, identidade de género, ambiente ou política ganharam espaço, muitas vezes de forma acessível e criativa. O que antes estava confinado a especialistas ou figuras públicas, hoje pode ser transmitido por qualquer utilizador com um telemóvel e uma boa ideia.

Para além disso, o maior feito da plataforma foi esta democratização do storytelling. Antigamente, criar vídeos era um processo reservado a quem tinha acesso a recursos técnicos, formação ou tempo livre. Hoje, qualquer pessoa pode ter o seu espaço online, o que se traduz na forma como a Geração Z lida com a criação de conteúdo. Ao contrário das gerações anteriores, que vêem as redes sociais como um passatempo ou distração, para a Geração Z criar conteúdo não é um hobby, é uma extensão natural da sua identidade pessoal.

Gen Z e Autenticidade

Neste processo, a autenticidade tornou-se um valor central na forma como a Geração Z encara o consumo de conteúdo nas redes sociais. Estes nativos digitais valorizam conteúdos reais, imperfeitos, espontâneos - muitas vezes acima da estética altamente produzida. A ligação emocional criada por quem é “genuíno” supera, muitas vezes, os números de seguidores ou a qualidade técnica do conteúdo.

Esta busca pela autenticidade manifesta-se de várias formas: desde a aceitação da imperfeição e da vulnerabilidade na escrita, até à abordagem frontal de temas considerados tabu. A Geração Z prioritiza vozes diversas e perspectivas plurais, e tende a misturar humor com assuntos sérios, tornando questões complexas mais acessíveis.

Perante esta nova realidade, as marcas enfrentam um desafio e uma oportunidade: como comunicar com uma geração que exige autenticidade, participação e propósito?

Novas Regras da Comunicação Digital

Já não basta promover produtos — é preciso contar histórias relevantes, dar espaço à criatividade dos utilizadores e dialogar com comunidades específicas. Algumas marcas já começaram a colaborar com criadores de conteúdo de nicho, adaptar-se ao ritmo e à linguagem do TikTok e, acima de tudo, deixar de falar para os jovens e começar a falar com eles.

Exemplos desta abordagem são a Ryanair e a Duolingo. A companhia aérea irlandesa apostou num tom de humor autodepreciativo, respondendo a comentários com sarcasmo e memes, e utilizando filtros populares (como o dos “olhos e boca”) para dar vida aos seus aviões. O resultado é uma marca mais próxima, divertida e inesperadamente humana. Já a Duolingo transformou a sua mascote, a coruja verde, numa verdadeira estrela viral. O conteúdo da marca é irreverente, mergulhado em trends e no chamado humor caótico que tanto ressoa com a Geração Z — uma mistura de nonsense, autenticidade e autorreferência que capta a atenção sem esforço aparente.

Estas estratégias mostram como a comunicação digital evoluiu: não se trata apenas de estar presente nas plataformas, mas de saber habitá-las com fluência cultural e criatividade genuína. No fundo, o TikTok não mudou apenas o que consumimos, mas também quem somos enquanto criadores e contadores de histórias. A Geração Z está no centro dessa revolução e as marcas que se querem manter relevantes para esta geração têm de a acompanhar.

 

Fontes

https://www.forbes.com/councils/forbesagencycouncil/2022/05/19/how-leaders-can-crack-the-storytelling-code-for-a-gen-z-audience/

https://imagination.com/latest/turning-gen-z-into-creators-through-experiences/

https://observador.pt/opiniao/o-tiktok-tornou-nos-todos-contadores-de-historias/

https://www.inc.com/marla-tabaka/forget-millennial-purchasing-power-gen-z-is-where-its-at.html

https://buffer.com/resources/tiktok-algorithm/#what-is-the-tiktok-algorithm

https://www.fastcompany.com/91260818/5-ways-tiktok-profoundly-changed-the-culture

https://wr1ter.com/manual/the-rise-of-tiktok-a-socio-cultural-analysis

 

Autora: Raquel Rosinha
Agência: Papori-Get Social
Data: Julho 25

ESG: Da Ação à Comunicação

ESG: Da Ação à Comunicação

Nos últimos anos, termos como sustentabilidade, impacto social e responsabilidade corporativa passaram a fazer parte do vocabulário comum das marcas. Com consumidores mais atentos e exigentes, a pressão para que as empresas assumam e comuniquem compromissos reais em matéria de ESG (Ambiental, Social e Governança) é cada vez maior. No entanto, este novo cenário também traz desafios: como falar de ESG sem cair em chavões, frases feitas ou, pior ainda, no greenwashing?


A importância de comunicar (bem)

Na Papori, acreditamos que a comunicação não é apenas uma camada estética, é, acima de tudo, Estratégica.
É com esse princípio que enfrentamos os desafios dos nossos clientes. Quando o tema é ESG, essa abordagem torna-se ainda mais crucial: transparência, coerência e verdade passam a ser valores estruturantes. A narrativa precisa refletir a realidade da empresa, ancorada em ações concretas, dados consistentes e um compromisso genuíno com a sustentabilidade.

As marcas que apenas “dizem” que são sustentáveis, mas não mostram como, correm o risco de perder credibilidade. Já aquelas que constroem a sua comunicação com base na verdade e na consistência conquistam a confiança dos seus públicos (interno, externo e institucional), o bem mais valioso em tempos de mudança.

Como evitar o greenwashing?

Evitar o greenwashing passa, antes de mais, por não cair na tentação de exagerar ou embelezar a realidade. Na Papori, ajudamos as marcas a encontrar um tom de comunicação honesto, informativo e humano. Eis algumas das abordagens que recomendamos:

O nosso papel enquanto especialistas em comunicação
- Estratégia, Narrativa e Criatividade -

Na nossa visão, acreditamos que comunicar ESG é sobretudo desenvolver estratégias de comunicação que vão além do “parecer bem”.
O nosso trabalho começa com uma imersão no que a marca faz realmente, qual a sua verdadeira motivação, o seu propósito para depois desenhar uma narrativa coerente, com formatos criativos e adequados a cada canal e público.

Podemos ajudar com:

Comunicar com propósito

A comunicação de ESG deve ser um reflexo da cultura e das ações da empresa, e não um adorno para marketing. Comunicar com propósito é mais do que uma tendência, é um compromisso com a verdade, com as pessoas e com o futuro.

Se a tua marca está a dar passos nesta direção e quer comunicar melhor, sem clichés, fala connosco.
Estamos aqui para ajudar a transformar boas intenções em mensagens com impacto.

🙂


Autora:
Paula Gonçalves
Agência: Papori-Get Social
Data: Maio 25

 

Do Storytelling ao Storyfeeling

Porque o storytelling é essencial para a construção de marcas memoráveis.
Descobre porque contar histórias é uma estratégia poderosa no branding e como as marcas podem criar conexões emocionais profundas com os seus públicos.

Num mundo saturado de mensagens, o que realmente diferencia uma marca das outras? Não são os atributos técnicos nem as campanhas com o maior orçamento. É a capacidade de contar boas histórias. E quando essas histórias são coerentes com a identidade da marca, elas tornam-se inesquecíveis.

O poder das narrativas identitárias

As marcas mais fortes são aquelas que não têm medo de assumir uma identidade. Têm voz, valores, personalidade e uma visão do mundo e sabem expressar tudo isso através de narrativas consistentes. Chamamos isso de narrativas identitárias.

Uma narrativa identitária é aquela que mostra não apenas o que a marca faz, mas quem ela é e porque existe. É a partir dela que nasce uma comunicação emocional, capaz de criar identificação, gerar empatia e conquistar espaço na mente (e no coração) das pessoas.

O que diz a neurociência sobre o storytelling?

A ciência já comprovou: quando ouvimos uma história bem contada, ativamos múltiplas áreas do cérebro — incluindo aquelas relacionadas com emoção, memória e até movimento. Isso significa que, ao contar uma história, a marca não está apenas a informar: está a fazer sentir.

Mais do que isso: o cérebro liberta ocitocina, a hormona do prazer e dos vínculos emocionais, o que nos leva a confiar mais e a criar laços emocionais com quem está a contar a história. Isso explica porque é que lembramos de marcas que nos fazem sentir algo, e esquecemos as que apenas nos informam.

Do storytelling ao ‘storyfeeling’

No branding atual, não basta contar uma história. É preciso fazê-la sentir. As experiências de marca mais memoráveis são aquelas que provocam emoções reais: identificação, surpresa, inspiração e nostalgia.

As marcas que não proporcionam experiências não ficam na memória das pessoas. O ‘sentir’ vai além de somente uma boa história ou uma imagem bonita.

Como diz o especialista de marcas Martin Zarian: “As histórias tornam a tua marca memorável. Elas dão-lhe forma, substância e humanidade. Sem histórias, a tua marca é apenas um logotipo.”

Exemplo português: Delta Cafés

A marca portuguesa que pratica bem o storytelling é a Delta Cafés. Ao longo dos anos, construiu uma narrativa sólida em torno da tradição, da portugalidade, do cuidado com as pessoas e da visão de futuro.
As campanhas da Delta não falam apenas de café — falam de afetos, de família, de rituais e de pertença. Isso transforma uma simples bebida quente num símbolo emocional da cultura portuguesa.

3 passos para uma marca com storytelling forte
Para terminar, deixamos 3 dicas para criar um storytelling impactante:

  1. Descobre a tua verdade – Não inventes uma história bonita. Procura a essência da tua marca: missão, valores, legado, visão.

  2. Cria um universo narrativo coerente – Aplica a tua história em todos os pontos de contacto: site, redes sociais, campanhas, espaços físicos.

  3. Faz sentir antes de fazer pensar – Emoção primeiro, argumento depois. As pessoas ligam-se a marcas que as fazem sentir algo.

Na Papori é isto que fazemos todos os dias, vem falar connosco para contar a tua história.

storytelling ao ‘storyfeeling’

Autora: Fernanda Maron
Agência: Papori-Get Social
Data: Mar 25

 

ESG: A Nova Responsabilidade Empresarial

 

ESG: A Nova Era de Responsabilidade Empresarial

No último mês de outubro, frequentei um curso sobre ESG, promovido pela @Câmara de Comércio Luso-Brasileira em parceria com a Opera. Foi uma experiência transformadora, pois eu não estava totalmente familiarizada nem com o tema, nem com as boas práticas de ESG, e muito menos com a profundidade desta nova abordagem.

O ESG vai além de uma simples estratégia de gestão; é uma nova filosofia para conduzir os negócios e, em última instância, para moldar os paradigmas que irão influenciar até mesmo os nossos governos.

Ao longo dos meses de outubro e novembro, mergulhei nesse universo e absorvi lições valiosas que partilho aqui, acreditando que podem inspirar outras pessoas a refletirem sobre a necessidade de adotar práticas mais sustentáveis, éticas e inclusivas no mundo empresarial.

ESG: Hã?!

O conceito ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), tornou-se indispensável no mundo corporativo. Mais do que uma tendência, trata-se de um imperativo estratégico para empresas que desejam crescer de forma sustentável, atender às expectativas dos stakeholders e cumprir as exigências do mercado global.

O que é ESG e por que é importante?

ESG representa um conjunto de critérios usados para avaliar o impacto ambiental, social e de governança de uma empresa. Esses fatores vão além dos resultados financeiros, destacando como as organizações afetam o planeta, as suas comunidades e como conduzem os seus negócios.

Investidores, consumidores e parceiros de negócios estão cada vez mais atentos a esses critérios, premiando as empresas que demonstram compromisso real com a sustentabilidade. Já não é uma tendência, é uma necessidade!

Por que as empresas precisam adotar o ESG agora?

As mudanças climáticas, desigualdades sociais e desafios éticos trouxeram o ESG para o centro das discussões. Empresas que não se adaptam a essas exigências enfrentam riscos reputacionais, perda de investidores e desvantagens competitivas. Adotar práticas alinhadas ao ESG não é apenas uma questão de conformidade; é uma oportunidade de inovar, atrair talentos e conquistar mercados.

Além disso, o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas é uma forma tangível de mostrar impacto positivo, criando valor para a sociedade e para o negócio.

O papel das agências na comunicação de ESG

Embora a implementação de práticas ESG seja crucial, comunicar os avanços de forma clara e transparente é igualmente importante. É aqui que as agências de comunicação entram em ação, e foi por isso que decidi procurar mais informação sobre o tema:.

  1. Tornar o ESG tangível: Muitas empresas enfrentam o desafio de traduzir as suas práticas em mensagens que ressoem com o público. As agências ajudam a transformar dados e resultados em histórias inspiradoras e autênticas.
  2. Ampliar o impacto social: O pilar social do ESG muitas vezes é subestimado. As agências como a Papori podem trabalhar na comunicação dos projetos de inclusão, diversidade, e impacto comunitário, garantindo que sejam reconhecidos e valorizados.
  3. Estratégias de comunicação multicanal: Por meio de campanhas digitais, relatórios interativos e conteúdo educativo, podemos ajudar as empresas a comunicar as suas práticas ESG de maneira consistente e alinhadas com o seu propósito e com os interesses do público.

Como a Papori pode ajudar?

Na Papori, acreditamos que as empresas podem ser agentes de transformação. Trabalhamos com marcas para criar narrativas que não apenas informem, mas inspirem. O nosso papel é construir pontes entre as empresas e os seus públicos, amplificando os avanços em ESG e ajudando a estabelecer uma reputação sólida e confiável.

Exemplos onde podemos fazer a diferença:

Empresas que alinham as suas estratégias ao ESG e que comunicam os seus progressos conseguem resultados impressionantes. Por exemplo, uma indústria que reduziu em 30% as suas emissões de carbono ou uma empresa que criou um programa de formação para mulheres em tecnologia. Isto tudo pode e deve ser bem comunicado, pois estas mitigações e ações para a comunidade não só atraem investimentos, mas também geram uma conexão emocional com o público e, sobretudo, com os seus recursos humanos.

Reflexão Final

O ESG não é mais opcional; é essencial.
Para as empresas, é uma oportunidade de inovar e liderar, enquanto para as agências é uma oportunidade de amplificar histórias de impacto positivo.

Na Papori, abraçamos esta missão, ajudando os nossos clientes a transformar ações em narrativas e a criar um futuro mais sustentável e justo.

Pronto para começar a sua jornada ESG?
Entre em contacto com a nossa equipa e saiba como podemos ajudar a sua marca a fazer a diferença.



Autora: Paula Gonçalves
Agência: Papori-Get Social
Data: Dezembro 24

 

Estratégia & Segmentação de Mercado

 

A estratégia por de trás de uma boa segmentação de mercado

Em Abril deste ano, no primeiro artigo do Pulse, escrevemos sobre a importância da personalização do conteúdo e das ferramentas de Inteligência Artificial, tão úteis na estruturação de uma correta estratégia de marketing.
Neste artigo, vamos nos debruçar sobre a importância de uma correta segmentação do mercado, do público alvo e da criação de personas.

Faz diferença elaborar uma boa segmentação de mercado quando estamos a desenvolver o plano de marketing estratégico?

Uma estratégia de marketing eficaz começa com a segmentação de mercado. Esta prática permite às empresas adaptar as suas mensagens, produtos e serviços a grupos específicos, maximizando o impacto junto dos consumidores e melhorando significativamente os resultados. Negligenciar este processo pode levar à aplicação de estratégias genéricas, resultando em desperdício de recursos e em clientes insatisfeitos.

Para garantir que a tua marca se mantém competitiva e relevante, é essencial compreender como a segmentação pode transformar as tuas ações de marketing e, ao mesmo tempo, construir personas detalhadas para cada segmento.

Portanto, a resposta é SIM!

O que é Segmentação de Mercado?

Segmentar o mercado significa dividi-lo em grupos menores de consumidores com características, comportamentos ou necessidades semelhantes. Estes grupos podem ser determinados por fatores como:

Com esta divisão, as empresas conseguem adaptar as suas estratégias de marketing para atingir com mais precisão as necessidades de cada grupo, garantindo campanhas mais eficazes e produtos mais atrativos.

E as personas, em que medida a criação de personas aumenta a eficácia das ações de marketing?

A construção de personas é essencial para humanizar e tornar mais concretas as estratégias de marketing. 

Personas são representações fictícias, mas baseadas em dados reais, dos diferentes tipos de clientes de uma marca. Elas ajudam as empresas a entender melhor quem são os consumidores e o que eles realmente procuram.

Ao definir bem as personas, é possível criar conteúdos mais específicos, produtos que correspondam aos desejos dos clientes e campanhas que ressoem com cada grupo de forma mais direta.

Exemplos de Personas:


Que ferramentas temos ao nosso dispor para a criação de personas “quase reais”?

Nos últimos tempos, novas ferramentas e técnicas têm surgido para aprimorar a criação de personas:

Quais são as vantagens da Segmentação de Mercado

Segmentar o mercado de forma eficiente oferece várias vantagens:

Como Executar uma Boa Segmentação?

Na Papori seguimos a nossa própria metodologia, que assenta nos 4 pilares que enumeramos a seguir:

  1. Recolher dados: Usamos ferramentas de análise para entender melhor o comportamento e as características do público.
    Esta análise permite-nos ter uma visão do estado atual do mercado e sobretudo perceber a tendência do seu caminho.
  2. Criar personas: Para desenvolver as personas e as representações claras dos seus principais tipos de clientes, organizamos workshops com os nossos clientes. Estas sessões pretendem envolver/auscultar várias pessoas da organização, no sentido de, tem conjunto, construir os tipo de personas que os seus clientes/potenciais encarnam.
    São sessões de muitos insights.
  3. Ajustar a estratégia: Após os workshops, personalizamos as mensagens e ofertas conforme as características de cada grupo. Toda a estratégia e comunicação fica mais clara e com menor margem de erro.
  4. Monitorizar e ajustar: Num mundo tão acelerado e movimentado, é determinante para o sucesso de longo prazo da estrategia, a constante analise do desempenho das campanhas e refinamentos dos seus segmentos e personas.

Exemplos de Campanhas de Sucesso

Empresas que utilizam uma segmentação inteligente e personas bem definidas conseguem resultados surpreendentes. Um exemplo é a campanha “Just Do It” da Nike, que segmenta os consumidores por estilo de vida, oferecendo produtos tanto para atletas de elite como para praticantes casuais de desporto.

Outro exemplo é a campanha “Spotify Wrapped”, que utiliza dados de uso para criar uma experiência personalizada para cada utilizador, aumentando a ligação emocional com a marca e promovendo o crescimento das subscrições premium.

Conclusão

A segmentação de mercado, juntamente com a construção de personas, é uma ferramenta essencial para alcançar melhores resultados em marketing.
Ao entender melhor quem são os seus clientes e quais são as suas necessidades, tendências, aspirações, medos e ambições, as empresas conseguem otimizar os recursos, fortalecer a interação e fidelização dos seus clientes e aumentar a competitividade no mercado.

Se gostaste e se precisas da nossa ajuda para a desenvolvermos o teu plano estratégico de comunicação, fala com os nossos especialistas e descubre como a personalização pode transformar o teu negócio. 

Dá o primeiro passo na transformação digital com a nossa ajuda.



Autora: Paula Gonçalves
Agência: Papori-Get Social
Data: Outubro 24

 

Já ouviste falar em “Silver Economy”?

A Silver Economy representa um segmento em ascensão, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pelo envelhecimento da população. Até 2050, estima-se que a população mundial com mais de 60 anos ultrapasse os dois bilhões de pessoas. Este grupo demográfico, muitas vezes subestimado, possui um poder económico significativo e oferece inúmeras oportunidades para marcas que desejam inovar e expandir o seu alcance.

 

Mas afinal, quem são esses consumidores?
Os consumidores da Silver Economy são os indivíduos com 55 anos ou mais. Este grupo é caracterizado por uma diversidade de interesses e um estilo de vida mais ativo e saudável do que as gerações anteriores. Com mais tempo livre e recursos financeiros disponíveis, eles estão mais propensos a gastar em viagens, lazer, saúde, bem-estar, e novas experiências. Portanto, todos os segmentos devem estar atentos!

 

O potencial económico da Silver Economy
A Silver Economy representa um potencial económico considerável. Em 2020, estima-se que este mercado movimentou cerca de 15 trilhões de dólares globalmente. Este valor reflete não apenas o poder de compra dos consumidores mais velhos, mas também sua disposição em investir em produtos e serviços que atendam às suas necessidades específicas.
As indústrias de saúde e bem-estar, turismo, e serviços financeiros são algumas das que mais se beneficiam com o crescimento deste mercado. No entanto, há espaço para inovação em praticamente todos os setores, incluindo moda, tecnologia, e alimentação.


Como as marcas devem direcionar as suas estratégias a pensar neste público?
As marcas precisam adotar uma abordagem estratégica e sensível. Aqui estão algumas dicas sobre como fazê-lo:

  1. Entender as Necessidades do Consumidor
    Os consumidores mais velhos buscam produtos e serviços que proporcionem conforto, segurança, e conveniência. As marcas devem investir em pesquisas para compreender as necessidades e preferências deste grupo, adaptando suas ofertas para atender a estas expectativas.
  1. Comunicar-se de forma autêntica
    A comunicação é crucial para engajar o público da **silver economy**. As marcas devem adotar uma comunicação autêntica e respeitosa, evitando estereótipos e reconhecendo o valor e a experiência deste grupo. Campanhas que destacam histórias inspiradoras de indivíduos mais velhos podem ressoar bem com este público.
  1. Inovar com produtos e serviços adaptados
    As empresas devem considerar o desenvolvimento de produtos e serviços que atendam às necessidades específicas dos consumidores mais velhos. Isso pode incluir tecnologia assistiva, dispositivos de saúde conectados, ou experiências de viagem personalizadas, por exemplo.
  1. Promover a inclusão digital
    Embora muitos consumidores mais velhos sejam adeptos da tecnologia, há ainda uma lacuna digital significativa. Marcas que investem em educação digital e plataformas acessíveis podem não apenas conquistar novos clientes, mas também melhorar a qualidade de vida deste grupo.
  1. Colaborar com parceiros estratégicos
    Parcerias com organizações e empresas especializadas no atendimento ao público mais velho podem oferecer insights valiosos e ajudar na criação de soluções mais eficazes. Trabalhar em conjunto com profissionais de saúde, por exemplo, pode ser particularmente benéfico para o desenvolvimento de produtos de bem-estar.


Conclusão

A Silver Economy oferece um vasto campo de oportunidades para as marcas que estão dispostas a inovar e se adaptar às necessidades de uma população em envelhecimento. Ao entender as preferências deste grupo, comunicar-se de forma autêntica, e desenvolver soluções personalizadas, as empresas podem não apenas aumentar sua base de clientes, mas também contribuir para uma sociedade mais inclusiva e equitativa.
Enfrentar os desafios e abraçar as oportunidades da Silver Economy é uma estratégia vencedora para as marcas que desejam crescer e prosperar no futuro. Afinal, todos nós lá chegaremos, e quem souber surfar esta onda estará um passo à frente.

 

Autora: Fernanda Maron
Agência: Papori-Get Social
Data: Setembro 24

 

Personalização

À medida que os anos avançam, testemunhamos o surgimento de novidades, tendências e descobertas no mundo da comunicação, sobretudo no âmbito digital. Contudo, há determinados elementos que deixam de ser meras tendências para se integrarem no nosso quotidiano. Num cenário repleto de estímulos, informações e constantes desvios da nossa atenção, a disputa pela atenção dos consumidores torna-se cada vez mais acirrada. E vencer essa batalha implica alcançar um nível profundo de entendimento dessas pessoas, oferecendo-lhes algo totalmente personalizado, quase exclusivo. Esta é a macrotendência que influencia a tecnologia, o digital e o comércio a retalho.

 

A inteligência artificial veio para ficar e é uma dessas ferramentas que deixa de ser uma simples tendência para se tornar parte integrante das nossas vidas, por vezes, sem sequer darmos conta disso. A IA não serve apenas para nos auxiliar na criação de textos ou na geração de imagens fantásticas, mas é também uma poderosa ferramenta de personalização. A IA é excelente na criação de chatbots, na personalização de campanhas de e-mail, na geração de leads qualificados, na segmentação de públicos e, claro está, na melhoria de conteúdos. No entanto, é importante salientar que o simples copy-paste utilizando o ChatGPT pode ser perigoso; é crucial que adicionemos o nosso toque pessoal na criação de conteúdos.

 

Falando em conteúdos, este tema continua a ocupar um lugar de destaque nas estratégias de marketing digital. O UGC (User Generated Content) mantém-se no topo da lista, pois estamos a falar de pessoas para pessoas. Conteúdos que possuam uma abordagem mais "pessoal" são mais autênticos e genuínos e, consequentemente, despertam mais interesse. Esta é a melhor forma de promover uma marca e obter opiniões reais sobre ela.

 

No entanto, todos os caminhos acabam por convergir para um mesmo destino: a acumulação de dados. Estes são fundamentais para a segmentação de mercado e para o desenvolvimento de experiências altamente personalizadas. Os dados também servirão para avaliar as campanhas de forma mais assertiva.

 

A sustentabilidade continua a ser um tema de extrema importância e relevância. Este tema permeia todas as nossas ações diárias e não poderia ser diferente para as marcas. Por conseguinte, as palavras-chave são transparência e ética. Os consumidores querem saber como são os processos de fabrico, o que está por trás dos preços de custo e se as empresas onde adquirem produtos são socialmente responsáveis ou não.

 

Em resumo, a personalização emerge como a principal tendência na comunicação digital, exigindo um profundo entendimento dos consumidores para oferecer experiências exclusivas. A inteligência artificial desempenha um papel crucial nesse contexto, facilitando a personalização de conteúdos e campanhas. O conteúdo gerado pelo usuário continua a ser uma ferramenta poderosa, proporcionando autenticidade e conectividade com o público-alvo. A análise de dados torna-se fundamental para a segmentação de mercado e a avaliação de campanhas. Por fim, a sustentabilidade e a ética são valores cada vez mais importantes, influenciando as decisões dos consumidores e demandando transparência por parte das marcas. Neste cenário em constante evolução, adaptar-se a essas tendências é essencial para manter a relevância e o sucesso no mundo digital.

Autora: Fernanda Maron